17.2.14

Entrelinhas

Sombria é a noite que acompanha a escuridão, o merecido talento que ela tem de assustar. Pensava que era imune a essas coisas, história que eu não gosto de contar. Indo e vindo em meio a tal escuridão, assustei-me em ver uma figura infernal. Em forma de esquilo ele veio. Uma noz ele tinha em suas mãos, temi, tremi, aos pés do animal. Exagero? me perguntam, digo hoje que não. Agora me pergunto qual o sentido de nossa vida na terra. Materializo seu coração em minhas mãos. Observo-o e respondo: não há sentido algum.


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