20.2.14

Roseiras

Não quero saber os seus segredos
Não quero ler os seus torpedos
Pouco me importam os seus desejos
Aprecie os meus lampejos
Os meus trovejos
As pedras de vidro que caem sobre suas cabeças
Protegidas apenas pelo couro cabeludo
E nada mais, nada mais se encontra por lá
Mais nada
Não adianta! Desista, é uma procura sem fim
que lhe levará até um corredor, sem outro lado
Um beco, e não a vi passeando pelos caminhos cobertos de jasmim,
Roseiras disfarçadas de margaridas,
Cheirosas, bonitas, mas cheias de espinhos
Falsas, perigosas, que tendem a um prazer momentâneo
Mas no futuro, meu amigo, com certeza lhe machucará, e lhe marcará com cicatrizes.




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