20.2.14

Roseiras

Não quero saber os seus segredos
Não quero ler os seus torpedos
Pouco me importam os seus desejos
Aprecie os meus lampejos
Os meus trovejos
As pedras de vidro que caem sobre suas cabeças
Protegidas apenas pelo couro cabeludo
E nada mais, nada mais se encontra por lá
Mais nada
Não adianta! Desista, é uma procura sem fim
que lhe levará até um corredor, sem outro lado
Um beco, e não a vi passeando pelos caminhos cobertos de jasmim,
Roseiras disfarçadas de margaridas,
Cheirosas, bonitas, mas cheias de espinhos
Falsas, perigosas, que tendem a um prazer momentâneo
Mas no futuro, meu amigo, com certeza lhe machucará, e lhe marcará com cicatrizes.




19.2.14

Manhã, Tarde, Noite.

Acordo pela manhã, meu quarto quase todo escuro, alguns poucos feixes de luz passam entre as frestas da cortina. Levanto, abro-a, deixo o sol entrar por completo, iluminar todo o quarto. Me espreguiço frente a janela, vejo um senhor que está dando voltas no térreo como de costume, consigo ver muito bem já que moro no primeiro andar. Abro a porta do quarto, ando até a cozinha e me preparo um sanduíche de salame e queijo, e um café preto. Gosto do meu café com 3 colheres de açúcar, agora você pensa, "nossa, isso é muito doce!", e eu lhe respondo, é meu café, sempre tomei assim. Vou até a minha varanda, sento em minha poltrona marrom, dou uma mordida no sanduíche, bebo um pequeno gole do café quente. Abro o jornal na página de cultura, é a minha favorita. Gosto de estar por dentro dos eventos musicais, cinematográficos, ou relacionados a arte e cultura de alguma outra maneira em minha cidade. Termino o meu café da manhã satisfeito, posso julgar. Acendo um cigarro, me permito alguns tragos durante o dia, não sou viciado, penso eu, mas ainda não há um dia que eu passe sem. Observo a maneira que a fumaça se desfaz no ar frio da manhã no Bosque Suíço, gosto dos formatos e das cores, acho interessante.
- Meu Deus! Já são 6 e 30, preciso me apressar ou vou me atrasar para o colégio.
Apago o cigarro completamente, me incomoda o cigarro mal apagado no cinzeiro, a pouca fumaça que continua saindo dele, me dá a impressão de trabalho não concluído, ou mal feito. Levo a louça para a cozinha, e vou tomar meu banho. Tomo um banho de cinco minutos, com a água bem quente, não tão quente que chegue a me queimar, mas quase isso. Ponho minha roupa, minha farda. Não gosto de minha farda já que ela fica apertada em mim, me incomoda, e muito. Lá estou eu, de novo, mais um ano. Todos os dias me incomodo com o calor e o sol do lado de fora da sala de aula, e o ar-condicionado terrivelmente gelado no lado de dentro. Isso me causou problemas na garganta. Primeiro horário tenho aula de matemática, gosto, e tenho um pouco de facilidade, nada de mais. Mas não é nada que eu queira para minha vida. Depois aula de química, não é minha área mas gosto do assunto. 9:40, hora do banho de sol, é como eles apelidaram o intervalo de lá. Como uma barrinha de cereal, ainda fico com um pouco de fome, mas dá pra segurar. Fumo outro cigarro com meu grupo de amigos, e conhecidos. Em meia hora estamos de volta à sala. Aulas de geografia e biologia, sem comentários. Finalmente vou pra casa, escuto Caetano Veloso no carro. Subo o elevador, tiro o sapato, meias, e a camisa. O almoço está na mesa, o bom feijão, arroz, farofa, e carne de sempre. Muito Gostosos sempre, mas dessa vez o feijão estava um pouco doce, acho que é a marca nova. Não tem problema, pus um pouco de sal. Uma xícara de café, e mais um cigarro. Dou uma breve navegada na internet, e vou ler um pouco. Agora estou lendo A menina que roubava livros, já lançou o filme, mas não vou parar de ler por isso. Estou gostando. Fico bobeando pelo resto da tarde. Anoitece, outro cigarro. Me preparo um pão com geleia de uva, e um copo de leite com achocolatado. Vou até o computador, coloco algumas músicas, e espero alguma inspiração para escrever. Nos últimos dias venho escrevendo o texto que lê neste momento. Deito-me no sofá, algumas páginas do livro. Caio no sono.

17.2.14

Entrelinhas

Sombria é a noite que acompanha a escuridão, o merecido talento que ela tem de assustar. Pensava que era imune a essas coisas, história que eu não gosto de contar. Indo e vindo em meio a tal escuridão, assustei-me em ver uma figura infernal. Em forma de esquilo ele veio. Uma noz ele tinha em suas mãos, temi, tremi, aos pés do animal. Exagero? me perguntam, digo hoje que não. Agora me pergunto qual o sentido de nossa vida na terra. Materializo seu coração em minhas mãos. Observo-o e respondo: não há sentido algum.


Todos nós somos sentimentais, só que alguns tem sentimentos de mais pra admitir isso.

16.2.14

Mi nombre

Me ame,
me chame,
me beija,
me veja,
me sinta,
me cheire,
me prove,
me coma,
me engula,
me cuspa,
me chuta,
me bate,
me xinga,
me sinta,
me veja,
me beija,
me chame,
me ame de novo.

Tell me

i need to sleep
at any bed cheap
cant smell like shit
don't wanna any creep

is already 3 in the morning
the night was very boring
she gave me the warning
she gave me the warning

she must be cheating on me
should i pretend not to see?
i can not take it anymore 
with her i have to break up

now tell me
what do you want
you hate me?
or you just like to taunt?

now tell me
what do you want
you hate me?
or you just like to taunt?

15.2.14

Verse About Life

Down the road
There is a guy
A guy named joe
don't ask me why
are you looking for love
you shouldn't try
is just one way in
you cannot rewind